Panthère ao longo do tempo: a evolução do símbolo Cartier
Emblema definitivo da Cartier, Panthère tem uma jornada na joalheria e relojoaria da maison de mais de um século.

CONTEÚDO APRESENTADO POR CARTIER
Panthère é a figura animal mais importante da Cartier, e dá para entender o motivo. Ao mesmo tempo, é intensa, poderosa, selvagem, libertária, sensual, extravagante e misteriosa.
A primeira vez que a pantera surgiu na maison francesa foi em 1914. Apareceu como uma referência visual na criação do fundador, Louis Cartier. O desenho da pelagem do animal foi reinterpretado em um relógio de ônix e diamantes.
Naquele mesmo ano, a marca encomendou ainda uma ilustração ao artista George Barbier, para o convite de uma exposição de joalheria. A obra Lady with a panther, como o nome indica, tem a imagem de uma mulher com o felino.
O bicho ainda deu às caras em um broche de diamante e platina, numa cigarreira de ônix e num isqueiro de ouro. Mas foi Jeanne Toussaint, que virou diretora criativa da casa em 1933 e tinha o apelido de La Panthère, quem consolidou o emblema. Pela primeira vez, a pantera foi tridimensionalizada em peças como um anel onde dois felinos se entreolham e seguram uma pedra de rubi.
Em 1948, Eduardo VIII decidiu presentear sua mulher, a Duquesa de Windsor. Para isso, encomendou à Cartier um broche de ouro amarelo e esmalte preto. Nele, a fera aparece sentada sobre uma esmeralda de 116.74 quilates. Ela era parte da coleção pessoal do sucessor da monarquia que abdicou do trono por amor.
Não demorou muito para outras personalidades desejarem um Panthère de Cartier para chamar de seu. Em 1949, a socialite francesa Daisy Fellowes adquiriu um broche com o felino suspenso pela barriga. Depois, a atriz mexicana María Félix encomendou um bracelete com duas panteras abraçadas feitas de diamantes, esmeraldas e ônix. Nomes como Barbara Hutton, Elizabeth Taylor e Monica Bellucci também ostentaram felinos próprios ao longo da história.
Em 1980, o Panthère de Cartier virou relógio. Na verdade, um relógio joia por essência. O bracelete surgiu flexível, para lembrar a movimentação elegante e sinuosa do animal. Em 2017, o design foi relançado e existe até hoje.
Corta para 2025 e o relógio Panthère ganha versão ultrassofisticada ao levar a essência do felino para os detalhes. São interpretações que prestam homenagem à tradição naturalista da Cartier, como o relógio animalesco com padronagem que é meio zebra e meio tigre.
Em cores quentes, a peça tem 86 espessartitas alaranjadas e amarelas e um bracelete com 314 diamantes. Leva 110 horas para ser confeccionada e a aplicação de laca negra, tão tradicional para a família Panthère, é feita à mão. Há também versões inteiras em ouro rosa e amarelo, com pavê de diamantes e mostrador branco, além da opção míni, delicada e refinada.
Nas joias, a pantera fica mais gráfica e contemporânea, mas não perde a sua ousadia. Destaque para o felino duplicado, com as panteras frente a frente, em colar e pulseira rígidos, e anéis – de ouro amarelo com manchas de laca negra ou ouro branco e pintas formadas por diamantes cravejados. Poder puro!